A verdadeira história de Santa Catarina é frequentemente distorcida por um revisionismo acadêmico que tenta forçar uma narrativa de luta de classes e exaltar falsos ídolos revolucionários, quando, na realidade, o estado é um monumento vivo à Reação contra a modernidade iluminista e secular.
O que se omite deliberadamente é que a imensa maioria dos colonos europeus não veio para o Sul movida por ideais esquerdistas, mas sim fugindo do rastro de destruição e perseguição religiosa deixado pelas heranças nefastas da Revolução Francesa.
Eram católicos e protestantes devotos que escapavam das garras do liberalismo maçônico, das máfias revolucionárias do Risorgimento italiano — que atacavam brutalmente a Igreja e os Estados Pontifícios — e da opressão napoleônica centralizadora que culminou no nacionalismo liberal e no processo de unificação alemã e italiana, (dentre outras revoluções).
Esses homens e mulheres buscaram refúgio no Brasil sob a égide e a ordem da Família Real Brasileira, não como proletários despossuídos clamando por revoltas, mas como chefes de família que compraram suas terras com o próprio esforço e as desbravaram com suor para garantir o direito sagrado e inalienável à propriedade privada.
Nessas terras, construíram uma sociedade orgânica onde a primeira edificação era sempre a capela, mantendo a vida comunitária rigidamente centrada na moral cristã, na autoridade da família tradicional e na herança de seus antepassados.
As minorias barulhentas de liberais radicais, anarquistas e comunistas que porventura chegaram junto com as levas migratórias foram prontamente marginalizadas e rechaçadas pelo grosso da população colona, que via nesses agitadores a exata semente do caos coletivista e anticristão que os havia expulsado da Europa.
Portanto, Santa Catarina não é e nunca foi de esquerda; o povo carrega em sua formação uma rejeição visceral e histórica a qualquer forma de engenharia social progressista, reconhecendo no esquerdismo — seja ele o liberalismo secularizante jacobino ou o comunismo declarado — o mesmíssimo inimigo que tentou usurpar a sua fé, as suas tradições e a sua liberdade séculos atrás.
Para complementar essa constatação irrefutável, é preciso observar como essa herança fundacional blindou o desenvolvimento social e econômico de Santa Catarina contra o parasitismo estatal. Enquanto a mentalidade progressista prega a eterna dependência do Estado e a vitimização, os colonos que forjaram o estado aplicaram, na prática, o princípio da subsidiariedade.
Nas matas do Vale do Itajaí, no Sul ou no Oeste, onde o governo muitas vezes não alcançava, essas famílias não formaram sindicatos para exigir direitos de políticos; elas mesmas se uniram para erguer suas escolas paroquiais, seus hospitais de caridade, suas pontes e suas cooperativas, uma cultura que está se perdendo devido a interferência do governo central e da modernidade líquida. O forte associativismo catarinense não tem raízes em cartilhas socialistas, mas nas tradições comunitárias europeias e na doutrina cristã de ajuda mútua.
Além disso, o próprio parque industrial do estado — um dos mais pujantes do país — é a prova cabal do fracasso da narrativa marxista. Ele não nasceu de planejamento central, de decretos estatais ou da dicotomia falsa entre uma “burguesia opressora” e um “proletariado explorado”. A indústria catarinense germinou do crescimento orgânico das pequenas oficinas familiares daqueles mesmos imigrantes.
O ferreiro, o tecelão e o marceneiro que começaram trabalhando nos fundos de casa, ao lado de suas esposas e filhos, transformaram suas famílias em verdadeiros motores de prosperidade. Eles provaram, através das gerações, que o trabalho livre, a poupança, a moralidade e o respeito absoluto à propriedade privada e a reverência aos próprios antepassados, são os únicos geradores reais de riqueza.
É exatamente por isso que qualquer tentativa de injetar o veneno do divisionismo e da luta de classes nas fábricas ou no campo catarinense sempre esbarra em uma muralha de resistência. O catarinense sabe, por herança cultural e histórica, que o Estado inchado, o secularismo e a ideologia de esquerda não produzem absolutamente nada; eles apenas confiscam, burocratizam e destroem aquilo que foi construído com o suor, a honra e a fé inabalável de seus antepassados.
Para coroar a farsa da narrativa esquerdista sobre Santa Catarina, basta olhar para o destino patético de todas as raras tentativas de implantar utopias socialistas em nosso solo: o estado é, historicamente, um verdadeiro cemitério de delírios coletivistas.
O exemplo mais emblemático e vergonhoso — que a academia progressista convenientemente esconde ou minimiza — é o do Falanstério do Saí, fundado em 1841, na península de São Francisco do Sul. Décadas antes das grandes levas de imigração que de fato moldaram o estado, um grupo de franceses guiados pelas ideias do socialista utópico Charles Fourier tentou criar ali uma “comunidade igualitária”. O projeto era a essência da arrogância revolucionária: abolir a propriedade privada, diluir a hierarquia tradicional e substituir a moral cristã por abstrações iluministas.
O resultado foi um fracasso monumental e previsível. Em pouquíssimo tempo, a “sociedade perfeita” ruiu em meio à ociosidade, à desordem moral, à preguiça e a disputas internas mesquinhas. O coletivismo provou, na dura prática da selva, que não resiste ao primeiro contato com a realidade humana.
Enquanto a utopia socialista francesa apodrecia e desaparecia no litoral catarinense por pura incapacidade de produzir e se sustentar sem a força motriz da família e do interesse privado, os imigrantes que chegaram depois transformaram matas intransponíveis em vales prósperos.
A diferença é gritante e inegável: onde o socialista tentou impor uma engenharia social utópica e secular, colheu miséria, fome e abandono; onde o colono reacionário plantou o suor do próprio rosto, alicerçado na Cruz de Cristo, no pátrio poder e no desejo inegociável de ser dono exclusivo de sua própria terra, floresceu o estado com os melhores índices econômicos e sociais da nação.
Até mesmo as investidas posteriores, já no século XX, de infiltrar o sindicalismo marxista e a retórica da luta de classes nas indústrias catarinenses esbarraram nessa mesma barreira intransponível. O trabalhador catarinense sempre rejeitou o discurso vitimista e o ressentimento proletário porque o seu objetivo nunca foi expropriar o patrão, mas sim trabalhar com honra, poupar o seu dinheiro e, eventualmente, abrir o seu próprio negócio.
Santa Catarina repele o esquerdismo não apenas por uma questão teórica, mas porque a própria terra e a história do estado já provaram de forma cabal e irrefutável que qualquer experimento que vira as costas para Deus, para a família e para a propriedade privada está fadado à ruína absoluta.
Continuemos monumentalmente retrógrados, para continuarmos sendo referência!